Não sei exatamente como nem quando, mas em determinado momento da minha simples existência passei a reconhecer meus pessoais e intransferíveis sinais de "pré apaixonamento"....
São, na verdade, sinais simples, banais até, nada complicados de se antever...Inicialmente uma inquietação leve, uma ansiedade suave, provocativa, uma vontade de não querer ir embora quando o desejado ser está por perto, uma preguiça dos sentidos, um torpor da pele, algo que os homens costumam ver como uma "frescurinha" feminina mas que na verdade é, pelo menos no meu caso, não intencional...
Depois vem aquele pensamento furtivo, insistente, que vai e volta trazendo teimosamente as imagens e a voz de alguém, as cenas que jamais lhe interessariam de outra forma agora parecem tomadas de sublime encanto e, neste ponto, é que claramente costumo perceber onde estou me metendo...
Os próximos degraus são bem definidos e claros, começam a se desnudar sem qualquer cerimônia e sem pedir licença: “Espere um pouco, era isto que eu queria pra mim agora? E justo quem?”
Então, pro desejo iminente e pra necessidade crescente da presença alheia é questão de tempo, muitas vezes um tempo bem curto...
Como diz a Frase preferida das últimas semanas: Relaxa e Goza! Pois, por mais que se queira racionalizar os acontecimentos e equacionar os próximos passos, as coisas daqui pra frente são extremamente simples...
Sei que irei sim, passar horas do dia embebida com um simples olhar, revivendo incontáveis vezes o menor dos encontros, com um desejo fremente me tocando...
Meu período de paixão incubada costuma ser bastante intenso, movimenta minha vida, envolve tudo que faço me tomando até o último grau...Chega a atingir as raias da desordem e da necessidade física com um sabor meio acre que, de tão desejado, parece doce...
Com minhas paixões aprendi muito e o principal ensinamento que me deixaram foi o de aproveitá-las melhor, sem grandes preocupações com o que virá, saboreando os dias, acarinhando este sentimento, em egoísta prazer interno e pessoal.
Estar neste estado para mim é, independente de resultados, um presente e uma revelação, o presente de experimentar inúmeros picos de sentimentos distintos em um único dia e a revelação do tanto de vida que muitas vezes sufocamos dentro de nós...
Uma semana provocantemente apaixonante a todos!!
De volta, após longa ausência, retornando após tantos meses, tantos momentos vividos, tanto pra escrever....
Com muita saudade do sentimento que é estar aqui me abrindo, me revelando, "blogando-me" ao mundo...Sentimento que é confortador pq aqui encontramos eco em tantas outras narrativas e também reformulador de idéias, conceitos, ações.
Imagino que muitos companheiros que aqui passavam não mais estejam neste universo, tenham, assim como eu mesma, se afastado, mas outros virão e sei que este mundo de revelações virtuais esconde grandes pessoas, mentes argutas, corações vibrantes e textos inspiradores, estarei em busca deles também a partir de agora e já dou as boas vindas a todos que por aqui passarem e me honrarem com a sua presença.
Como primeiro post resolvi falar de um assunto que é ao mesmo tempo um tema bom para um recomeço e para um final de jornada.
O fato de que, em certos momentos da vida, todos nos damos conta de que nada é definitivo. A própria palavra mudança assusta pois carrega bem amarrada outra companheira: a incerteza do que virá... a verdade é que por mais ousados que sejamos, todos tememos muito mudar, abandonar uma situação com a qual nos acostumamos a lidar, a conviver. sempre é mais confortável conhecer a rotina, mesmo carregada de insatisfações, de mentiras do que dar aquele tão definitivo passo para fora do círculo pré concebido de nossas vidas.
Ciclos, como a vida é recheada deles, mais ou menos intensos, mais ou menos marcantes mas sempre presentes, pessoas, mais ou menos queridas, mais ou menos necessárias, quantas delas nos atravessam? Imagino a todos nós como imensos quebra cabeças, tão formados de pedaços de outras pessoas, momentos, segredos, alegrias e inquietaões que, se pudéssemos arrancar aqueles que nos foram desagradáveis, nem a nós mesmos nos reconheceríamos pois estaríamos reduzidos a uma massa estranha, sem forma e sem sentido, numa total ausência de cores e uniformidade.
Vivo um fechamento de ciclo, certa da beleza e do valor da peça que guardei e que agora é mais uma a fazer parte do todo que sou, levo com carinho e nostalgia o formato e as modificações que ela representou na harmonia da minha vida,
No fim, ela se encaixou, e sei que nenhuma outra teria ocupado o espaço da mesma forma e com tamanha graça,
Estou feliz em estar de volta,
Desde já um beijo enorme a todos os novos visitantes e um carinho especial áqueles que puderem retornar comigo,
Ana
